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December 17, 2019
As 24 horas mais absurdas do Moro, por larga vantagem
do MEDO E DELIRIO EM BRASILIA
Hoje ele tá demais. Comecemos com o triste fim da Moro de saias: “Conhecida como “Moro de saias”, a ex-juíza Selma Arruda perdeu o
mandato de senadora na última terça-feira por decisão do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) – mas tem vaga cativa no coração de seu amigo
de calças. Antes do julgamento, o ministro da Justiça, Sérgio Moro,
visitou integrantes da Corte para tentar convencê-los de que Selma
Arruda era pessoa séria e honesta.” [Época]
Imagine, o ministro da Justiça indo ao STF e fazendo lobby por uma
ré, esse filho da puta deve ter fumado crack enquanto tomava um chá de
cogumelo, só isso explica achar isso uma boa idéia
“Segundo Moro, os indícios contra ela não passavam de equívocos
e, portanto, ela não merecia perder o mandato. O chefe da pasta da
Justiça chegou a argumentar que, diante do perfil reprovável de boa
parte dos parlamentares, a ex-magistrada era um alento no Congresso
Nacional.”
Palavras do Samuel Braun: “Isso, o Executivo indo no Judiciário fazer lobby pelo
Legislativo. Moro não sabia que isso não pode. Aliás, Moro não sabe
muita coisa de leis, né? Barroso recebeu o carcereiro de
Maringá, e fez altos elogios à integridade moral da juíza, que foi
vítima de seu suplente que lhe doou recursos ilegais. Tadinha… 2013
apontou seus holofotes pro Executivo e Legislativo e viu a “revolução
judiciarista” liberal alçar algo ainda mais podre e elitista: o Partido
Penal brasileiro, com Judiciário e Ministério Público à frente.” [Facebook]
O mais espantoso é que nenhum ministro expulsou o Moro do STF a base
de tapas e pontapés. Imagine, um ministro da justiça intervindo em um
julgamento prestes a acontecer!
E deu tão certo que a Moro de saias perdeu por 6 a 1. Palavras do
Barroso, que apesar dos elogios votou contra a juíza – e o Moro, por
tabela: “Eu recebi diversas manifestações que exaltavam as virtudes
pessoais da senadora Selma Arruda, com ênfase na sua integridade
pessoal, na sua coragem e na sua trajetória como magistrada. Na verdade,
no entanto, não está aqui em discussão nem seu currículo, nem sua
atuação pretérita como juíza. Aqui se discute pura e simplesmente uma
questão eleitoral… Eu não duvido que muitos interesses contrariados
tenham se articulado para engendrar a perda do mandato da senadora
conquistado nas urnas. Me parece impossível negar que esses fatos
contrariam a legislação e contrariam a jurisprudência deste tribunal,
caracterizando abuso de poder econômico”.”.
E se o presidente não obrigou o moro a escrever esse tweet com uma arma apontada para a sua cabeça isso não faz o menor sentido, puta que pariu.
Alguém avise ao Moro que ele é muito mais popular que o Bolsonaro e
não precisa ficar rastejando aos pés do presidente, puta que pariu…
Reação do presidente da OAB: “Tenho dificuldade em acreditar que o ministro Moro tenha dito
que só recebe quem concorda com ele. Aliás, política partidária ele faz
desde que era juiz em Curitiba como demonstram as reuniões realizadas
antes do segundo turno com a equipe do presidente. Ele reduziu a função
de ministro da Justiça à de advogado pessoal do presidente. Isso sim é
política partidária. Ele não age como ministro de estado, mas como
ministro de governo.” Mais cedo, em comunicado enviado à imprensa, Santa Cruz afirmou
que a notícia publicada na revista Época não refletia o que ele havia
falado. “Bolsonaro explora os piores sentimentos que existem na nossa
sociedade, como racismo, machismo e homofobia, incentivando o ódio. Essa
não é a realidade do conjunto de apoiadores dele, que é composto de
vários setores, que têm interesses legítimos. Gostaria de esclarecer que
uma frase tirada do contexto dá uma ideia errônea do que falei e do que
que penso”, dizia o texto.”
Palavras do Idelber Avelar: “A questão não é apenas que Sergio Moro tenha sido um juiz
profundamente corrompido no sentido mais estrito do termo. A questão não
é apenas que Sergio Moro seja um político mentiroso, dissimulado,
manipulador e covarde, embora ele seja todas essas coisas. A questão é
pior ainda e vai ao coração do Estado democrático de direito. A dondoca que o governo de extrema-direita do Brasil tem como
Ministro da Justiça escreveu um tuíte dizendo que só receberá o
presidente da OAB quando este abandonar o que ele, Sergio Moro,
considera “postura de militante político-partidário” e “ofensas ao
Presidente e seus eleitores”. Traduzindo: o funcionário público Sergio Moro disse que só recebe
o Presidente da OAB — o Presidente da fucking Ordem dos Advogados do
Brasil! — no Ministério da Justiça que ele comanda, ou seja, o
funcionário público está dizendo que só vai fazer o seu trabalho, no
momento em que ELE ACHAR que o Presidente da OAB deixou de ser
“militante político-partidário”. Não é uma graça? O Sr. Sergio Moro não tem — ou finge que não tem, o que dá na
mesma — a menor compreensão do que é a impessoalidade no trato com a
coisa pública em um Estado democrático de direito. É, e sempre foi, um
aprendiz de ditador, um aspirante a ditador e, como tal, um lambe-botas
de qualquer aspirante a ditador que esteja ocupando o degrau de cima. Não sei qual é o “pior” Ministro de Bolsonaro. Mas sei qual é o
mais perigoso. Por isso bombardear Sergio Moro incessantemente até
derrubá-lo é tarefa de todos os democratas. Quem não viu isso ainda não
entendeu bem, creio eu, o que está em jogo no Brasil de hoje.” [Facebook]
Cardozo, ex-ministro da justiça. aproveitou a deixa: “O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, que comandou a
pasta no governo de Dilma Rousseff, diz considerar um erro o ministro
Sergio Moro se negar a receber o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz,
porque ele fala mal de Jair Bolsonaro. Cardozo lembra que chegou a
receber os maiores adversários da então presidente Dilma Rousseff, que
inclusive defendiam o impeachment dela —como os senadores Aécio Neves e
Antonio Anastasia. “Só não recebi o Bolsonaro [que era deputado federal]
porque ele nunca pediu audiência”, afirma Cardozo.” [Folha]
E não acabou não, se acalme, porra. Moro deu uma entrevista espantosa e é uma resposta pior que a outra.
Ontem eu escrevi aqui sobre o paradoxo que é a aprovação do Moro
aumentar ao mesmo tempo em que aumenta a percepção que o governo federal
não combate a corrupção. Mas isso não tem nada a ver com Moro ou com o
governo, tá ok?! O ministro da Justiça achou de bom tom apontar o dedo e
dizer que a culpa é do… STF! “O que aconteceu nesse período para que essa percepção piorasse
foi a revogação do precedente da segunda instância. Isso implicou a
soltura de pessoas que estavam condenadas, inclusive por corrupção.
Então, as pessoas às vezes têm uma percepção geral e atribuem ao
governo” [Folha]
A jornalista pergunta sobre o pilantra do Turismo e a resposta é espantosa: “Isso mostra que as instituições funcionam e que não existe
nenhuma perspectiva de interferência política no trabalho das
instituições de controle. A polícia fez seu trabalho, o Ministério
Público fez seu trabalho, cabe à Justiça decidir o destino do ministro.”
Alegou demência, coitado.
E Moro, muito mais popular que o presidente, jura ser leal ao Bolsonaro e nem se dá conta do quão mafioso isso soa. “Como ministro do presidente seria absolutamente inconsistente eu
não apoiar a reeleição dele em 2022… Não tenho nenhuma pretensão de
seguir a política partidária. A perspectiva de ingressar no governo foi
para consolidar o que vinha fazendo como juiz, principalmente no campo
de enfrentamento à corrupção.” Moro elogiou Mourão, em especial pelo então general da ativa ter
criticado a comandante em chefe das forças armadas, virou putaria – a
pergunta era sobre ser vice em 2022 do Bolsonaro: “O que temos é um vice-presidente que respeito muito, Hamilton
Mourão. Um general consagrado que colocou em risco a carreira em um
determinado momento para defender o que ele pensava. Acho que essa
discussão não é apropriada no momento.”
Colocou em risco?! Só pode estar de sacanagem, o ministro da justiça
tá cuspindo na hierarquia militar dum governo verde-oliva e é incapaz de
se atentar. Adivinhe qual seria a reação do Moro se um general da ativa
descesse o pau no Bolsonaro.
E Moro jura que ninguém do governo defendeu AI-5: “O AI-5 não é tema do governo. Isso para mim é um delírio, uma fantasia. Não existe nenhuma perspectiva de medida autoritária.”
E Moro é incapaz de garantir a permanência do diretor-geral da PF, que sujeito triste: “Não cabe esse tipo de posição. Dentro dos vários quadros do
ministério, a gente tem pessoas competentes fazendo seu trabalho. Quando
as pessoas competentes fazem seu trabalho, não existe motivo para
trocar. O presidente tem o poder de nomeação de alguns cargos. Então,
isso cabe a ele. E no meu papel cabe indicar pessoas que entendemos mais
apropriadas para esses cargos.”
Moro mudou de idéia quanto à federalização da investigação da morte da Marielle: “Minha avaliação, e a avaliação da então procuradora-geral Raquel
Dodge, era que seria melhor a federalização. Fiz declarações públicas
nesse sentido e, no entanto, ouvi de familiares da vítima e de membros
da oposição de que isso seria uma tentativa de obstruir as
investigações. Nesse cenário, acho que é mais apropriado que fique então
na Polícia Civil e no Ministério Público Estadual. Mas, com a ressalva,
então, que não se venha depois cobrar o governo federal pela não
resolução do caso.”
Parece uma criança de 5 anos.
A parte sobre o áudio entre Lula e Dilma é hilário: “Externei na minha decisão que havia sido captada uma possível
tentativa de obstrução de Justiça, que havia sido finalizada a
interceptação, que estávamos dando publicidade àqueles fatos para
inclusive coibir a tentativa de obstrução, PARA QUE O PÚBLICO SOUBESSE.
NÃO PRECISAMOS ESCONDER SEGREDOS SOMBRIOS DE HOMENS PÚBLICOS. A
transparência é fundamental.”
Para que o público soubesse, viado! Ele disse que vazou
uma ligação obtida de forma ilegal entre uma presidente e o
ex-presidente para que o “público soubesse“, porra!
Esse diálogo é tão espantoso que vai em imagem:
O final e espantoso: “Então vamos fazer o seguinte, encontrem uma declaração de algum
órgão policial dizendo que eu interferi em alguma investigação e aí
vocês podem fazer pergunta pra mim ou vir me acusar de alguma coisa. A
forma como vocês estão colocando é ofensiva esse tipo de pergunta. A
conclusão da Folha sobre a investigação foi equivocada. Eu jamais
interferi e jamais interferiria em qualquer investigação.”
Vamos á declaração do Moro na época, só pra não deixar dúvida: “O PR @jairbolsonaro fez a campanha presidencial mais barata da
história. Manchete da Folha de São Paulo de hoje não reflete a
realidade. Nem o delegado, nem o Ministério Público, que atuam com
independência, viram algo contra o PR neste inquérito de Minas. Estes
são os fatos”
Se isso não é sair em defesa da campanha eu não sei mais de nada.
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