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April 12, 2026
Quem é Amanda Ungaro, a ex-modelo brasileira que acusa Trump e Melania no escândalo do caso Epstein?
O nome da ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, de 41 anos, voltou a
movimentar as redes sociais neste sábado, quando foi ao X para fazeruma série de desabafos (e ameaças). Em resposta a um vídeo de Melania Trump em que ela negava ter relação com o criminoso sexualJeffrey Epstein,
Amanda afirma que esteve “ao redor” do casal Trump por 20 anos e que
vai tomar medidas legais contra Melania e “seu marido pedófilo”, o
presidente dos Estados UnidosDonald Trump.Mas quem é Amanda Ungaro ?
Deportada pelo ICE
Amanda chegou ao Brasil em outubro de 2025 deportada pela polícia de imigração americana, o ICE, depois de 23 anos nos EUA. Uma medida que, em entrevista exclusiva ao GLOBO em fevereiro, ela creditou à influência do ex-companheiro, o empresário italiano Paolo Zampolli, nos bastidores do poder em Washington.
Uma reportagem do New York Times confirmou a afirmação da brasileira, apontando que Zampolli de fato procurou um alto funcionário da imigração para que Amanda fosse levada a um centro de detenção do ICE antes que ela fosse libertada da prisão sob fiança. De acordo com a publicação, Zampolli tinha como objetivo recuperar a guarda do filho, Giovanni, de 15 anos, que ele e Amanda disputam na Justiça.
O ex-marido e a proximidade com Trump
Nascido em Milão, Zampolli chegou a Nova York em meados
dos anos 1990, mesma época em que conheceu Donald Trump. Os dois
começaram a trabalhar oficialmente juntos em 2004, mas foi nas eleições
presidenciais de 2016 que a camaradagem virou lealdade. Diante de sua
defesa de políticas migratórias mais duras, Trump viu a imprensa
questionar se sua esposa, Melania, trabalhara como modelo nos EUA com um
visto inadequado antes de conhecê-lo. Zampolli então se apresentou como
o responsável pela documentação da atual primeira-dama, afirmando ter
usado sua posição como agente de modelos na época para garantir o visto
de trabalho dela. Em 1996, ano da emissão do documento, Zampolli atuava
junto à americana Metropolitan Models. No ano seguinte, ele fundou sua
própria agência de modelos, a ID Models.
Amanda descreve Zampolli como a persona ostentatória que agrada a
Trump: almoços diários no restaurante Cipriani, em Nova York, festas de
aniversário extravagantes com direito a filhotes de tigre entre as
atrações e um círculo social composto por modelos, champanhe e a atenção
dos tabloides. Nos 19 anos em que estiveram juntos, ela conta que
Zampolli a levou a noitadas comandadas pelo rapper e produtor americano
Sean “Diddy” Combs, atualmente cumprindo pena de quatro anos por
transportar mulheres para prostituição, e a festas em iates em que a
lista de convidados incluía celebridades e integrantes da realeza
europeia. Nesses eventos, diz ela, Zampolli costumava levar o próprio
garçom para ter certeza de que ninguém colocaria drogas em sua bebida.
No avião de Jeffrey Epstein
Documento indica que o nome de Amanda Ungaro aparece na lista de
passageiros do Lolita Express. A imagem mostra dezenas de nomes no voo
de 27 de junho de 2002, entre Paris e Nova York, incluindo o do próprio
Jeffrey Epstein ("JE"), de Ghislaine Maxwell ("GM") e de Brunel — Foto:
Departamento de Justiça dos EUA
O círculo social de Zampolli e Trump envolvia ainda um terceiro
personagem: Jeffrey Epstein, financista morto em 2019 enquanto aguardava
julgamento por tráfico sexual. A ID Models, agência de Zampolli, era
frequentemente visitada por Epstein em Nova York, e os dois tentaram,
juntos, comprar em 2004 a Elite Models, uma das maiores agências de
modelos do mundo. Zampolli aparece dezenas de vezes nos arquivos do caso
Epstein liberados pelo Departamento de Justiça dos EUA.
A ex-modelo Amanda Ungaro acusa o ex-companheiro, Paolo Zampolli, de abuso sexual e violência doméstica — Foto: Márcia Foletto
Amanda já foi convidada, mas ainda não intimada, a depor perante o
Comitê de Supervisão do Congresso americano que investiga o caso. A
brasileira esteve uma vez com Epstein, em 2002, quando embarcou no
Lolita Express, um dos aviões do financista, de Paris para Nova York,
onde participaria de um casting. Ela viajou acompanhada de seu agente na
época, o francês Jean-Luc Brunel, conhecido como o olheiro de Epstein
no Brasil. No mesmo ano, em 2002, Amanda encontraria com Zampolli também
em Nova York.
— Tinha mais ou menos umas 30 meninas no avião. Achei aquilo muito
estranho. Elas eram mais parecidas com estudantes do que com modelos.
Bonitas e bem novinhas, mas não tinham perfil de modelo — conta Amanda.
Ameaças à Melania
“Eu te conheço há 20 anos. Você sabia que eu estava detida no ICE. Você
esteve presente na minha vida — todos os anos no aniversário do meu
filho, inclusive enviando o Serviço Secreto e sendo a primeira a
parabenizá-lo, lá em 2016. Algo claramente estava errado, mas eu não
faço parte de nenhuma missão maligna envolvendo crianças. Então o que
você fez, Melania? Você tentou me envolver, mas falhou — porque eu tenho
caráter”, acusou Amanda, no X.
Em outro comentário, a ex-modelo
disse que vai “expor tudo” o que sabe sobre o casal e que pretende tomar
medidas legais contra Melania e o presidente americano, quem chamou de
“pedófilo”.
“Eu vou derrubar o seu sistema corrupto, mesmo que
seja a última coisa que eu faça na minha vida. Eu vou até o fim — não
tenho medo. Talvez você devesse ter medo do que eu sei… de quem você é e
de quem é o seu marido (...) Eu não tenho mais nada a perder na minha
vida. Eu vou derrubar todo o sistema — tome cuidado comigo, sua idiota”,
acrescentou.
O GLOBO
Nascido
em Milão, Zampolli chegou a Nova York em meados dos anos 1990, mesma
época em que conheceu Donald Trump. Os dois começaram a trabalhar
oficialmente juntos em 2004, mas foi nas eleições presidenciais de 2016
que a camaradagem virou lealdade. Diante de sua defesa de políticas
migratórias mais duras, Trump viu a imprensa questionar se sua esposa,
Melania, trabalhara como modelo nos EUA com um visto inadequado antes de
conhecê-lo. Zampolli então se apresentou como o responsável pela
documentação da atual primeira-dama, afirmando ter usado sua posição
como agente de modelos na época para garantir o visto de trabalho dela.
Em 1996, ano da emissão do documento, Zampolli atuava junto à americana
Metropolitan Models. No ano seguinte, ele fundou sua própria agência de
modelos, a ID Models.
Amanda
descreve Zampolli como a persona ostentatória que agrada a Trump:
almoços diários no restaurante Cipriani, em Nova York, festas de
aniversário extravagantes com direito a filhotes de tigre entre as
atrações e um círculo social composto por modelos, champanhe e a atenção
dos tabloides. Nos 19 anos em que estiveram juntos, ela conta que
Zampolli a levou a noitadas comandadas pelo rapper e produtor americano
Sean “Diddy” Combs, atualmente cumprindo pena de quatro anos por
transportar mulheres para prostituição, e a festas em iates em que a
lista de convidados incluía celebridades e integrantes da realeza
europeia. Nesses eventos, diz ela, Zampolli costumava levar o próprio
garçom para ter certeza de que ninguém colocaria drogas em sua bebida.
No avião de Jeffrey Epstein
Documento
indica que o nome de Amanda Ungaro aparece na lista de passageiros do
Lolita Express. A imagem mostra dezenas de nomes no voo de 27 de junho
de 2002, entre Paris e Nova York, incluindo o do próprio Jeffrey Epstein
("JE"), de Ghislaine Maxwell ("GM") e de Brunel — Foto: Departamento de
Justiça dos EUA
O
círculo social de Zampolli e Trump envolvia ainda um terceiro
personagem: Jeffrey Epstein, financista morto em 2019 enquanto aguardava
julgamento por tráfico sexual. A ID Models, agência de Zampolli, era
frequentemente visitada por Epstein em Nova York, e os dois tentaram,
juntos, comprar em 2004 a Elite Models, uma das maiores agências de
modelos do mundo. Zampolli aparece dezenas de vezes nos arquivos do caso
Epstein liberados pelo Departamento de Justiça dos EUA.
A ex-modelo Amanda Ungaro acusa o ex-companheiro, Paolo Zampolli, de abuso sexual e violência doméstica — Foto: Márcia Foletto
Amanda
já foi convidada, mas ainda não intimada, a depor perante o Comitê de
Supervisão do Congresso americano que investiga o caso. A brasileira
esteve uma vez com Epstein, em 2002, quando embarcou no Lolita Express,
um dos aviões do financista, de Paris para Nova York, onde participaria
de um casting. Ela viajou acompanhada de seu agente na época, o francês
Jean-Luc Brunel, conhecido como o olheiro de Epstein no Brasil. No mesmo
ano, em 2002, Amanda encontraria com Zampolli também em Nova York.
—
Tinha mais ou menos umas 30 meninas no avião. Achei aquilo muito
estranho. Elas eram mais parecidas com estudantes do que com modelos.
Bonitas e bem novinhas, mas não tinham perfil de modelo — conta Amanda.
Ameaças à Melania
“Eu
te conheço há 20 anos. Você sabia que eu estava detida no ICE. Você
esteve presente na minha vida — todos os anos no aniversário do meu
filho, inclusive enviando o Serviço Secreto e sendo a primeira a
parabenizá-lo, lá em 2016. Algo claramente estava errado, mas eu não
faço parte de nenhuma missão maligna envolvendo crianças. Então o que
você fez, Melania? Você tentou me envolver, mas falhou — porque eu tenho
caráter”, acusou Amanda, no X.
Em
outro comentário, a ex-modelo disse que vai “expor tudo” o que sabe
sobre o casal e que pretende tomar medidas legais contra Melania e o
presidente americano, quem chamou de “pedófilo”.
“Eu
vou derrubar o seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que
eu faça na minha vida. Eu vou até o fim — não tenho medo. Talvez você
devesse ter medo do que eu sei… de quem você é e de quem é o seu marido
(...) Eu não tenho mais nada a perder na minha vida. Eu vou derrubar
todo o sistema — tome cuidado comigo, sua idiota”, acrescentou.
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